Durante a pandemia, numa altura em que tantos artistas perderam os estúdios e locais de trabalho, Jheni Ribeiro notou que o único serviço que não parou foi o da entrega de comida. Um dia, entre risos e conversas com amigos, levantou a questão: “E se a arte sobrevivesse da mesma forma, através do take-away?”
“Nós também nos alimentamos da arte e da cultura. Precisamos de tudo isso enquanto seres humanos”, conta à NiT a brasileira de 33 anos, que na altura trabalhava num espaço de brunch. Para ela, a reinvenção era a única forma de evitar que a vida destes criativos colapsasse.
Foi assim que surgiu a ideia de embalar prints, stickers e até pequenas peças de cerâmica em caixas de pizza, para entregar às pessoas. Podiam só chegar à porta e levar. “Quando precisamos de dividir um alimento, escolhemos quase sempre a pizza. É prática, fácil de comer e conseguimos dividir facilmente com a mão”.
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01/06/2026 às 16:54