A nova exposição do MAAT leva-o numa viagem pelo mundo
"Nosso Barco Tambor Terra" ocupa toda a galeria oval do museu e integra elementos feitos à mão.

A galeria oval do museu MAAT, em Lisboa, transformou-se num verdadeiro espaço de partilha de culturas através da maior escultura feita até hoje pelo artista brasileiro Ernesto Neto. De cordas a tecidos de algodão comuns no Brasil, a exposição “Nosso Barco Tambor Terra”, que foi inaugurada a 2 de maio, conjuga diversos materiais em formas curiosas.

A obra é descrita como uma dança que alinha a vida com as forças da natureza, sendo duas das paredes da galeria a margem de um oceano que tanto une como separa. Já no centro, as árvores, de grande dimensão, representam uma base fundamental para a vida numa relação entre o céu e a terra. O gosto de Ernesto pela percussão levou a que instrumentos de várias origens fizessem parte da escultura e a que músicos — e visitantes — de todo o mundo proporcionem ritmos africanos e asiáticos durante a exposição. Nesta obra existem, portanto, vários tambores que podem ser tocados.

Os elementos decorativos ligados a viagens transatlânticas ocupam toda a sala e são maioritariamente brasileiros. Chita, como é chamado o algodão de preço mais barato, é a base de toda a escultura e foi trabalhado manualmente com técnicas artesanais próprias de Ernesto Neto, de 60 anos. Com vários testes e ajustes, o têxtil foi unido a outros elementos a partir de softwares específicos para que a precisão e flexibilidade não escapassem ao projeto.

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27/05/2024 às 10:00

Produtor

Rita Umbelino

Multimédia

Bruno Ferreira

Pós-produção vídeo

Joana Mouta